quarta-feira, 14 de maio de 2014

Como começaram as Bandas Filarmónicas

Sabe como surgiram as bandas filarmónicas? 
Não? Então nós explicamos...

Uma notícia da autoria de João Alberto Costa (Regente da Sociedade Recreativa e Musical de São Sebastião - ilha da Terceira) explica-nos, sumariamente, a origem das bandas filarmónicas. 

A palavra Banda está associada a um agrupamento musical que, inicialmente, era composto somente por instrumentos de metal e percussão (como as trombetas e os tambores), com a finalidade de acompanhar os exércitos nas paradas e nas marchas de campanha.
Mais tarde, surgiu a necessidade de adicionar novos instrumentos para, assim, se conseguirem diferentes efeitos efeitos sonoros. Foi neste âmbito que se introduziram nas bandas os flautins.
"Curiosamente estes e outros mais tarde inventados, ou deles derivados, conhecidos e designados por instrumentos de sopro, no grupo de madeiras, foi uma longa e difícil viagem, através dos tempos, em que se empenharam, não só músicos, como físicos, matemáticos e outros filósofos célebres, pois a música é sabido, é o produto da simbiose, entre a arte e a música."
A questão da criação das bandas foi cultivada em todo o continente europeu através dos agrupamentos ligados aos exércitos. 
Pensa-se que o término "banda" foi adotado, em primeiro lugar, na Itália, por designar um agrupamento musical constituído por instrumentos de sopro. 
Em Portugal só por volta de 1809 foi decretado que cada unidade militar devia ter "um mestre de música e oito a dez músicos, certamente com uma nova estrutura".
"Enquanto que a música brilhava nos salões das Cortes e nos teatros reais, vivia-se a época de Beethoven (1770-1827), quando em Portugal se criaram as primeiras bandas militares, que com o tempo os quadros foram aumentados, os instrumentos atualizados e o reportório foi selecionado pelos padrões da moda das grandes cidades europeias".
Foi assim que começaram a proliferar as bandas nas aldeias e vilas à volta das cidades onde havia bandas militares. Foram este amor e entusiasmo pela música que deram origem às bandas civis - ou bandas filarmónicas - sendo ainda hoje apelidadas de "berços de cultura" ou "ninhos de artistas".


"Uma filarmónica serve para sermos melhores. Para nos ultrapassarmos a nós próprios."

Antero Ávila


Concerto "Bandas a Faro" | Faro | julho 2013 (foto de arquivo)

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